Efeitos benéficos à saúde
A couve refogada apresentou as maiores concentrações de flavonóis na pesquisa realizada nos laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) com quatro tipos de hortaliças. Foram estudadas couve, brócolis, vagem e chicória.
Os flavonóis pertencem a uma classe dos flavonoides - compostos produzidos pelas plantas possuem efeitos benéficos à saúde, entre os quais a prevenção de doenças degenerativas, cardiovasculares e alguns tipos de câncer.
Estes compostos apresentam atividade antioxidante e atuam sequestrando radicais livres e quelando metais que favorecem a formação desses radicais.
Níveis de flavonoides nos alimentos
No entanto, as informações sobre os teores de flavonoides em alimentos ainda são limitados e, por isso, a engenheira de alimentos Aline Yashima Bombonati analisou as hortaliças e mais três frutas da Amazônia - buriti, tucumã e pupunha - com o objetivo de incrementar o banco de dados sobre o assunto.
A novidade do trabalho de Aline foi, justamente, a análise de amostras de hortaliças cozidas servidas em três restaurantes de Campinas. "A ideia foi conhecer o teor de flavonóis em alimentos que são consumidos diariamente por um grande número de pessoas e que passam por um processamento com altas temperaturas", argumenta.
Para a pesquisa, ela utilizou três lotes de cada hortaliça e a couve refogada foi a que mais se destacou no estudo, por apresentar uma média de 454 a 670 microgramas por grama de um flavonol denominado quercetina e 169 a 207 microgramas por grama de outro importante flavonol, o kaempferol.
Brócolis comuns melhores que brócolis ninja
Um resultado que surpreendeu a engenheira foi o relativo aos brócolis comuns crus por conterem teores elevados de flavonóis, comparados ao da variedade ninja, usualmente servido em restaurantes. O comum apresentou 193 microgramas por grama de quercetina e 158 de kaempferol, enquanto que no ninja foram encontrados 32 microgramas por grama de quercetina e 23 de kaempferol.
Segundo Aline Bombonati, de uma maneira geral, houve grande variação nas quantidades de flavonóis em lotes da mesma hortaliça de um mesmo restaurante e entre os diferentes restaurantes, o que poderia indicar uma variação natural da planta ou efeito do processo de preparo do alimento.
"Na indústria, hortaliças como o brócolis passam pelo processamento de corte, branqueamento e congelamento que gera perdas de propriedades e, portanto, mais estudos devem ser feitos para uma melhor avaliação das perdas", declara.
flavonoides em frutas da Amazônia
Quanto às frutas da Amazônia, Aline investigou o buriti, tucumã e pupunha, e polpa congelada de pitanga proveniente do Nordeste. Apenas no buriti foram encontrados flavonóis ainda que em pequenas concentrações.
A polpa congelada de pitanga apresentou teores menores de flavonóis que os de polpas provenientes do estado de São Paulo, analisadas anteriormente no mesmo laboratório.
A ideia que se tinha era que essas frutas, por serem fontes de carotenoides, outro composto extremamente benéfico à saúde, também pudessem apresentar quantidades significativas de flavonóis. "O que se percebeu é que a planta produz predominantemente ou uma ou outra substância. O buriti, por exemplo, é considerado a maior fonte de betacaroteno, mas pobre em flavonóis. Estes compostos são sintetizados a partir de um mesmo precursor e o que se verificou é que dificilmente a planta produz os dois compostos em altas quantidades", afirma.
A couve refogada apresentou as maiores concentrações de flavonóis na pesquisa realizada nos laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) com quatro tipos de hortaliças. Foram estudadas couve, brócolis, vagem e chicória.
Os flavonóis pertencem a uma classe dos flavonoides - compostos produzidos pelas plantas possuem efeitos benéficos à saúde, entre os quais a prevenção de doenças degenerativas, cardiovasculares e alguns tipos de câncer.
Estes compostos apresentam atividade antioxidante e atuam sequestrando radicais livres e quelando metais que favorecem a formação desses radicais.
Níveis de flavonoides nos alimentos
No entanto, as informações sobre os teores de flavonoides em alimentos ainda são limitados e, por isso, a engenheira de alimentos Aline Yashima Bombonati analisou as hortaliças e mais três frutas da Amazônia - buriti, tucumã e pupunha - com o objetivo de incrementar o banco de dados sobre o assunto.
A novidade do trabalho de Aline foi, justamente, a análise de amostras de hortaliças cozidas servidas em três restaurantes de Campinas. "A ideia foi conhecer o teor de flavonóis em alimentos que são consumidos diariamente por um grande número de pessoas e que passam por um processamento com altas temperaturas", argumenta.
Para a pesquisa, ela utilizou três lotes de cada hortaliça e a couve refogada foi a que mais se destacou no estudo, por apresentar uma média de 454 a 670 microgramas por grama de um flavonol denominado quercetina e 169 a 207 microgramas por grama de outro importante flavonol, o kaempferol.
Brócolis comuns melhores que brócolis ninja
Um resultado que surpreendeu a engenheira foi o relativo aos brócolis comuns crus por conterem teores elevados de flavonóis, comparados ao da variedade ninja, usualmente servido em restaurantes. O comum apresentou 193 microgramas por grama de quercetina e 158 de kaempferol, enquanto que no ninja foram encontrados 32 microgramas por grama de quercetina e 23 de kaempferol.
Segundo Aline Bombonati, de uma maneira geral, houve grande variação nas quantidades de flavonóis em lotes da mesma hortaliça de um mesmo restaurante e entre os diferentes restaurantes, o que poderia indicar uma variação natural da planta ou efeito do processo de preparo do alimento.
"Na indústria, hortaliças como o brócolis passam pelo processamento de corte, branqueamento e congelamento que gera perdas de propriedades e, portanto, mais estudos devem ser feitos para uma melhor avaliação das perdas", declara.
flavonoides em frutas da Amazônia
Quanto às frutas da Amazônia, Aline investigou o buriti, tucumã e pupunha, e polpa congelada de pitanga proveniente do Nordeste. Apenas no buriti foram encontrados flavonóis ainda que em pequenas concentrações.
A polpa congelada de pitanga apresentou teores menores de flavonóis que os de polpas provenientes do estado de São Paulo, analisadas anteriormente no mesmo laboratório.
A ideia que se tinha era que essas frutas, por serem fontes de carotenoides, outro composto extremamente benéfico à saúde, também pudessem apresentar quantidades significativas de flavonóis. "O que se percebeu é que a planta produz predominantemente ou uma ou outra substância. O buriti, por exemplo, é considerado a maior fonte de betacaroteno, mas pobre em flavonóis. Estes compostos são sintetizados a partir de um mesmo precursor e o que se verificou é que dificilmente a planta produz os dois compostos em altas quantidades", afirma.
Os flavonóides são estruturas polifenólicas de baixo peso molecular encontradas naturalmente nas plantas. Esses metabólitos secundários são de grande importância na manutenção da saúde de muitos animais herbívoros, incluindo o homem.
Nos últimos anos, o interesse pelas propriedades farmacológicas e bioquímicas destes compostos tem crescido bastante, principalmente pela sua atividade anti-inflamatória. Para explicá-la tem-se estudado suas propriedades antioxidantes, tais como: sua ação inibitória de enzimas, sua excelente capacidade de quelar metais, como o ferro, e sua atuação como “scavenging” de radicais de oxigênio (ROS), uma vez que a presença destes tem sido relacionadas a certas doenças crônicas, como: doenças auto–imune (artrite reumatóide, lupus,...), câncer, doença de Parkinson.
Os radicais de oxigênio são originários de fontes metabólicas e de agentes externos. Normalmente são gerados durante o catabolismo e o “burst” respiratório desencadeado nas células fagocíticas, após a infecção viral ou bacteriana e também nas reações inflamatórias.
O fagócito maduro, leucócito polimorfonuclear neutrófilo (PMN), é altamente especializado na sua função primária, a fagocitose, a morte e a digestão de microorganismos. Partículas apropriadamente opsonizadas (com anticorpo e/ou componentes do complemento) desencadeiam esse processo celular. Ainda estas células exercem efeito citotóxicos em direção a células infectadas com vírus e tumores. De maneira geral estas atividades são mediadas por radicais de oxigênio (O2-• OH•, 1O2...), que são gerados sequencialmente, iniciando-se com produção de O2- pela ativação da enzima NADPH-oxidase ligada a membrana do PMN.
Nosso laboratório estuda os mecanismos envolvidos na produção de ROS por neutrófilos de coelho estimulados com imunocomlpexos de anticorpos da classe G de coelho anti-ovoalbumina (ICIgG), e partículas de zimosan opsonizado (Ziops) apresentando diferentes propriedades imunoquímicas. Essas investigações fornecem subsídios para entendimento dos mecanismos moleculares envolvidos nestas estimulações.
Atualmente muitos estudos vem se desenvolvendo para verificar o efeito dos flavonóides no processo de liberação de ROS por células fagocíticas (ex. neutrófilos), com o objetivo de se relacionar a estrutura destes compostos com a função biológica desencadeada, bem como entender como esta classe de compostos modulam a resposta oxidativa dos neutrófilos.
No presente estudo temos investigado o efeito inibitório de 08 flavonóides na produção de ROS por PMN estimulados com complexos imunes da classe G, preparados na zona de equivalência, e zimosan opsonizado com componentes do sistema complemento.
Os flavonóides estudados foram: quercetin; isorhamnetin; diosmetina; eriodictiol; homoeridictiol; 7,3’-dimetil éter do eriodictiol; tetrametoxiflavona e pentametoxiflavona.
Para cada determinação, usamos 2x106 células suspensas em 2,0 mL de solução de Hanks pH 7,2, contendo 10-4M de luminol, na presença ou ausência de 10-5 ou 10-6 M de flavonóide teste. As amostras foram mantidas por 5 minutos a 37oC em luminômetro BioOrbit (modelo 1250). A Quimioluminescência dependente de luminol (Qllum), expressa em milivolts, foi medida antes da estimulação, para se obter um valor basal e depois em intervalos de 10 segundos por um período de 15 minutos, após a adição do agente estimulador ICIgG ou Ziops. O efeito inibitório de cada composto foi determinado no pico de quimioluminescência obtido (valor máximo menos o valor o valor basal) e expresso como porcentagem do controle (células + ICIgG ou Ziops).
O agente estimulador dos PMN, ICIgG, interage com um receptor de membrana específico, Fcg, sendo esta interação dependente de sua concentração e íons Ca2+; já o outro agente, o Ziops, liga com outro receptor, o CR1. Nas condições investigadas: 1x106 células/mL e 10-4 M de luminol atingiram um máximo na medida de QLlum, quando estimuladas com 60 mg de ICIgG ou 2 mg de Ziops.
Nossos resultados mostram que todos os flavonóides estudados inibiram as respostas de QLlum dos PMN. Isto pode ser devido a inibicão da produção de ROS pelas células e estar relacionado com atividades antioxidante e/ou quelante destes compostos, dependentes de sua estrutura química.
Parece ainda que os flavonóides apresentam um quadro de inibição diferente na atividade estudada, dependente do agente estimulador. Estas observações serão discutidas em detalhes.
O atual estudo da relação entre a estrutura química dos flavonóides e sua atividade biológica é discutida e avaliada no sentido de obter informações que auxiliem no entendimento dos mecanismos de ação destes compostos utilizando diferentes estímulos, no modelo experimental estudado.
Flavonóide é o nome dado a um grande grupo de metabólitos secundários da classe dos polifenóis, componentes de baixo peso molecular encontrados em diversas espécies vegetais. Os diferentes tipos de flavonóides são encontrados em frutas, flores e vegetais em geral, assim como em alimentos processados como chá e vinho.
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